CONSTRUTIVISMO



1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho procuramos tratar sobre o construtivismo como corrente teórica que procura explicar o desenvolvimento da Inteligência humana, que acontece com a relação do indivíduo e o meio. Nessa corrente de pensamento inspirados das idéias de Jean Piaget, a escola toma outro corpo, com estruturas diferentes das escolas que todos estão acostumados presenciarem.
Defendido por uns e criticado por outros o construtivismo é mais uma das muitas formas de estudar e entender o funcionamento e o desenvolvimento da inteligência humana. Muitas escolas no mundo usam essa concepção para alfabetizar.

2. CONSTRUTIVISMO

Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do principio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. Esta concepção do conhecimento e da aprendizagem que derivam, principalmente, das teorias da epistemologia genética de Jean Piaget parte da idéia de que o homem não nasce inteligente, mas também não é passivo sob a influência do meio, isto é, ele responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento, de forma cada vez mais elaborada. De acordo com AZENHA (1997, p.18) “A concepção piagetiana do funcionamento intelectual inspira- se fortemente no modelo biológico de trocas entre o organismo e o ambiente”
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo. As escolas que usam o método construtivista têm características de estrutura diferentes das escolas que usam outros métodos.
As escolas que adotam o construtivismo como teoria a ser seguida para alfabetizar os alunos, tendem a mudar a estrutura da escola, visto que a sala de aula como espaço físico já não é mais fixo, pois os alunos têm mais liberdade para usar todos os cantos da escola para se desenvolverem, alguns estudiosos criticam o construtivismo por dizerem que com esse método a criança demora mais para aprender, mas se deve ressaltar que cada indivíduo se desenvolve de forma diferente.
Nesta concepção o conhecimento não se traduz em atingir a verdade absoluta, em representar o real tal como ele é, mas numa questão de adaptação do organismo a seu meio ambiente. Assim, o sujeito do conhecimento está o tempo todo modelando suas ações e operações conceituais com base nas suas experiências.

De acordo com AZENHA (1997, p. 18)

Uma concepção construtivista da inteligência, como acentua Piaget, incluiria a descrição e a explicação de como se constroem as operações intelectuais e as estruturas da inteligência, que, mesmo não determinadas por ocasião do nascimento, são gradativamente elaboradas pela própria necessidade lógica.


Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo – se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer.
O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimento de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno. As disciplinas estão voltadas a reflexão e auto avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.
Existem várias escolas utilizando este método. Mais do que uma linha de pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do indivíduo no decorrer de sua vida.

3. CONCLUSÃO

Conclui-se que no construtivismo como teoria ou corrente, a aprendizagem é um processo de construção individual do sujeito que não copia a realidade, mas constrói a partir de suas representações internas. A interpretação pessoal rege o processo de conhecer, o qual desenvolve seu significado através da experiência; rejeita a apresentação de conhecimentos prontos.
No construtivismo o professor deve ser subtraído a sua formação dos conteúdos escolar em prol do desenvolvimento de habilidades que o levem a gerar a autonomia no aluno que é pesquisador no processo de aprendizagem. Lembrando que a forma de avaliar no método construtivista também é diferente dos moldes tradicionais que muitas escolas estão acostumadas, ela deve ser mediadora, formativa e a favor do aluno.
O construtivismo recebe algumas críticas por fugir das características que estão instaladas nos processos de aprendizagem, muito se fala de inovação, trabalhar a realidade dos alunos, serem mediadores, mas a maioria ainda adota a boa e velha pedagogia da palmatória, da decoreba.

4. REFERÊNCIAS
AZENHA. Maria da Graça. Construtivismo: De Piaget a Emilia Ferreiro. São Paulo: Ática, 1997.
GADOTTI, Moacir. Pensamento Pedagógico Brasileiro. São Paulo: Ática, 1988.

LEGAL, José Eduardo. Psicologia do Desenvolvimento e aprendizagem. Indaial: Grupo UNIASSELVI, 2009
Autor: Sergio Dario Baldi