CAPS - CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL



O presente artigo aborda o funcionamento do Centro de Atenção Psicossocial CAPS II, Bairro Vila dos Sais, anexo ao Hospital Eurico Dutra, na cidade de Barreiras – BA, destacando o trabalho desenvolvido pela equipe multiprofissional e suas eventuais funções. Traz depoimentos dos funcionários do referido CAPS, demonstrando aos seus usuários a finalidade desse lugar que é hoje referência para tratamento das pessoas que sofrem de transtornos mentais. Esclarece a função de cada membro da equipe (Enfermeiro, Psiquiatra, Psicóloga, Assistente Social, Terapeuta Ocupacional, Farmacêutica, Auxiliar/Técnico de Enfermagem e pessoal de apoio), destacando sua importância na manutenção da saúde mental do indivíduo atendido.

Palavras chaves: usuário, equipe multiprofissional, competência, CAPS.

Abstract

The present article approaches CAPS II operation, Bairro Vila dos Sais, enclosure to the Hospital Eurico Dutra, in the city of Barreiras – BA, detaching the work developed by the team with professionals of several areas and their eventual functions. Brings the employees' of referred CAPS depositions, demonstrating their users the purpose of that place that is today reference for the people's that suffer with mental upset treatment. It explains the function of each member of the team, Nurse, Psychiatrist, Psychologist, social worker, Therapist Occupational, Pharmaceutical, Auxiliary / Technician of Nursing and personal of support, detaching his/her importance in the maintenance of the assisted individual's mental health.

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1 Acadêmicas do 5º semestre de Enfermagem / Faculdade São Francisco de Barreiras
2 Enfermeira e Professora/Supervisora da disciplina Saúde Mental pela Faculdade São Francisco de Barreiras- FASB. E-mail: vanessa picão@fasb.edu.br

Introdução

O Centro de Atenção Psicossocial - CAPS é referência no tratamento dos transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, substitutivo do modelo asilar que visa o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Têm um papel estratégico na organização da rede comunitária de cuidados, direcionando as políticas e programas de saúde mental, com intuito de diminuir as internações e mudar o modelo de assistência dispensado ao doente mental.

Justifica-se pelo fato da população não possuir a dimensão real da capacidade de atuação dos profissionais que prestam serviço nesse centro de saúde, não tendo o direcionamento correto para esclarecer eventuais necessidades e anseios por parte dos usuários e familiares. Não foi encontrado na literatura nenhum trabalho direcionado a exposição das funções exercidas pelos profissionais dentro do CAPS, foi observado durante a coleta de dados que essa informação é falha mesmo dentro da própria unidade, que tem seu Manual de Normas e Técnicas e Rotinas, ainda incompleto, dentro da academia não encontramos nenhum documento ou livro que possa guiar o estudante quanto o funcionamento do centro. O artigo em questão visa não apenas esclarecer aos usuários, mas a população de uma forma geral, incluindo aí os acadêmicos da área de saúde.

Nossa proposta foi informar os usuários através de palestra, apresentação em vídeo e exposição de fotos, a função da equipe multidisciplinar, orientando-os quanto às necessidades que aparecem rotineiramente, também indicando a qual profissional recorrer diante de suas dúvida, com objetivo de mostrar para os usuários e seus familiares as competências e atividades de cada integrante da equipe multiprofissional que é composta por Enfermeiro, Psiquiatra, Psicóloga, Assistente Social, Terapeuta Ocupacional, Farmacêutica, Auxiliar/Técnico de Enfermagem e pessoal de apoio (Auxiliar Administrativo, Cozinheira, Auxiliar de cozinha, Oficineira, Recepcionista, Auxiliar de Serviços Gerais e Porteiro), que têm como finalidade normalizar e padronizar os procedimentos, condutas profissionais dentro do Centro de Atenção.

Desenvolvimento

De acordo com o Ministério da Saúde, CAPS é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS).Lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida, realizando acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários, 4.

O acompanhamento aos pacientes com transtorno mental é oferecido num espaço terapêutico onde busca entender e instrumentalizar o usuário desse serviço para o exercício da vida civil.

Os profissionais que compõem a equipe multidisciplinar do CAPS II possuem diversas formações de nível superior e médio numa equipe composta por: Enfermeiro, Psiquiatra, Psicóloga, Assistente Social, Terapeuta Ocupacional, Farmacêutica, Auxiliar/Técnico de Enfermagem e pessoal de apoio (Auxiliar Administrativo, Cozinheira, Auxiliar de cozinha, Oficineira, Recepcionista, Auxiliar de Serviços Gerais e Porteiro), que têm como finalidade normalizar e padronizar os procedimentos, condutas profissionais dentro do Centro de Atenção.

Enfermeira

Dentro do CAPS o papel da Enfermeira é de coordenadora, uma "ponte" entre equipe e usuário, a representante perante outros serviços e a comunidade e a centralizadora das questões administrativas e burocráticas da unidade, ou seja, a mediadora de toda e qualquer decisão, seja técnica ou administrativa.

O trabalho da Enfermeira no CAPS deve ser desenvolvido com os seguintes objetivos: planejar, programar, avaliar a assistência de enfermagem, a cada paciente ou grupo de pacientes; criar e manter o ambiente terapêutico voltada para a realização das diversas atividades do CAPS; atuar junto ao cliente, à família e à equipe no atendimento de suas necessidades básicas para obtenção de uma saúde, física e mental; colaborar na formação e aperfeiçoamento de novos profissionais na área de saúde mental e demais profissionais interessados na área, (TOWNSEND, 2002).

Desenvolve ainda funções de: pré-consulta de triagem, dividindo essa atividade com outros membros da equipe; consulta especializada de enfermagem psiquiátrica; organização e liderança de grupos terapêuticos; palestras, orientações, coordenação e elaboração de trabalhos na área de saúde mental para o CAPS, a família e a comunidade; organização e manutenção do serviço de enfermagem e do SAME; atendimento individual, grupal, eletivo ou de urgência, (GOMES, 2008).

Ressaltando que, atualmente, os enfermeiros e enfermeiras são importantes agentes de mudança de modelo no tratamento do doente mental, de um aspecto manicomial e asilar para um tratamento ambulatorial, com o consentimento e participação do paciente e família, 2.

Em relação à proposta de prescrição de medicamentos pelo enfermeiro que atua na área de Saúde Mental, o Ministério da Saúde antecipa um protocolo que ainda não está posto. As noologias para as quais o enfermeiro poderá prescrever configuram, em sua totalidade situações de urgências e/ou emergências psiquiátricas. Não implicam situações eventuais. Protocolos existentes em outros serviços permitem a dispensação (que é diferente de prescrição) de medicamentos pelo Enfermeiro nas seguintes situações: Paciente previamente cadastrado no serviço; Paciente que compareça ao serviço portando a sua última receita ainda válida (30 dias de acordo com a Portaria nº 6 de 29 de janeiro de 1999, Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde); Paciente em estado considerado crônico que não apresente alterações em seu quadro. Essas alterações poderiam implicar em uma necessidade, dentre outros, de reavaliação dos medicamentos utilizados; O enfermeiro pode dispensar os mesmos medicamentos já prescritos por um curto período de tempo (dias), agendando uma nova consulta médica.

O cumprimento das atribuições específicas do enfermeiro já lhe garantirá um volume considerável de ações a serem desenvolvidas bem como trará aos portadores de sofrimento psíquico de sua cidade uma atenção diferenciada e de qualidade, 2.

Psiquiatra

O psiquiatra opera como líder da equipe multiprofissional é o responsável pelos diagnósticos e o tratamento dos distúrbios mentais. Prescreve medicações pondera a condição física, avalia os testes psicológicos que auxilia na escolha da melhor terapia para o usuário. Através do exame físico o psiquiatra avalia o nível de consciência do individuo através da anamnese que irá definir o quadro e a capacidade do mesmo em julgar a realidade também pode afastar ou aprovar a suspeita de um possível tumor cerebral, doenças da tireóide e doenças orgânicas.

As consultas em ambulatório tem duração de 30 a 60 minutos, o psiquiatra analisa o desenvolvimento desse paciente, observa se o usuário melhorou o seu quadro psíquico e rever a terapêutica utilizada.Os diagnósticos utilizados dos transtornos psiquiátricos são dados de acordo com a Classificação Internacional de Doenças – CID 10 é publicado pela Organização mundial de saúde é empregado no mundo inteiro. O "CID" foi criado no intuito de mencionar critérios de diagnósticos com grande aplicabilidade em diversos transtornos, apesar de possuir muitas categorias extensas apresentam sintomas em diversos transtornos. Esse sistema foi criado para melhorar o quadro de diagnóstico e tratamento dos pacientes atualmente é utilizado em vários países. O tratamento se inicia com o consentimento da família e do paciente, como os medicamentos psiquiátricos apresentam diversos efeitos colaterais é necessário um monitoramento constante da droga, 5.

Na entrevista realizada com a psiquiatra no Centro de Atenção Psicossocial obteve-se o relato do papel do psiquiatra no CAPS, o número de usuários atendidos e a opinião da mesma com relação á aplicabilidade dos diagnósticos do CID.

A psiquiatra relatou que sua atuação é restrita à avaliação clínica, controle de medicamentos dos pacientes e tem participação na terapia de apoio ao usuário. Segundo ela, são cerca de 400 atendimentos mensais, sendo 100 atendimentos dos internos do CAPS. Acrescentou que para a melhoria desse atendimento seriam necessários mais profissionais psiquiatras e psicólogos. Desta forma, todos os pacientes estariam envolvidos em atividades como grupo terapia, terapia ocupacional, terapia individual, no período em que permanecesse na unidade. De acordo com psiquiatra o CID tem aplicabilidade para indicação da medicação e indicação da modalidade de terapia: como grupo individual e ocupacional.

Psicólogo

O Psicólogo é antes de tudo um facilitador, ele trabalha no intuito de promover a auto-estima do usuário e da equipe de trabalho, quer seja dentro de um modelo de saúde pública ou particular que se pensa em ações preventivas, e educativas. É responsável ainda por promover trabalhos em grupo, facilitar o entendimento do cliente quanto sua nova condição de saúde, as necessidades e como deve cooperar com o tratamento.

Para Ribeiro (2004), o psicólogo propicia ao usuário um espaço para expor suas dúvidas, pensar e falar sobre si e sobre tudo que o cerca; trazer seus verdadeiros anseios, medos e credos em relação a sua doença. Colabora com o estabelecimento do vínculo com a equipe e com isso promove a recuperação e inserção social através da confiança e elevação da auto-estima. Cabe ao psicólogo acompanhar desde a recepção dos pacientes, a exposição sobre seu histórico de doença atual e a percepção do tratamento, atuando de forma pontual de modo a fazer emergir as questões de ordem subjetiva.

O enfoque que se espera do psicólogo nestes trabalhos é a informação, fundamental como elemento para o pensar, e todas as orientações comportamentais que facilitam os processos do tratamento. Ele é responsável por discutir assuntos que são constrangedores para outros profissionais e que tanto o usuário, quanto a família consegue discutir com o psicólogo, (RIBEIRO, 2004).

Ainda segundo o autor, o psicólogo deve ter um papel ativo, que facilita tanto a equipe técnica quanto o grupo de pacientes a perceberem as implicações emocionais envolvidas em todas as fases da vida. Metaforicamente diria que exerce a função do maestro de uma orquestra sinfônica, que não toca nenhum instrumento, mas é habilitado em todos.

Assistente Social

Para Strauss (2002), as funções do profissional de assistência social são: dar assistência para entidades conveniadas; emitir pareceres sobre projetos e supervisionar locais de atendimento como CAPS, Creches, Albergues e outros. O Assistente Social tem a habilidade em reconhecer as necessidades desses indivíduos e a propor formas de ação para integrá-los à sociedade ou para buscar o seu bem - estar social.

O assistente social passa pouco tempo de seu trabalho atrás de uma mesa. Para obter respostas objetivas sobre as necessidades do grupo a ser atendido, o profissional deve comparar os problemas enfrentados por essas pessoas à realidade social, econômica e política de cada região.O principal campo de atuação desse profissional são os órgãos públicos. Grande parcela das prefeituras e dos governos estaduais desenvolve políticas de assistência social por meio de secretarias ou de coordenadorias criadas especificamente para esse fim. Atualmente cerca de 50% da força de trabalho do assistente social é absorvida pelo setor de saúde. "Na área da saúde, são tratadas não só apenas as doenças clínicas, mas também as sociais geradas pela desestruturação familiar, violência e desemprego", (STRAUSS, 2002).

A assistente social psiquiátrica faz psicoterapia individual, de grupo e de família. Interessa-se pelas necessidades sociais dos clientes, como moradia, suporte financeiro e necessidades da comunidade. Executa uma história psicossocial em profundidade, na qual se baseia a avaliação das necessidades (TOWNSEND, 2002).

Dentro do CAPS II em Barreiras – BA, a Assistente Social é responsável por: realizar anamnese social, estabelecendo o plano de intervenção quando necessário; Acompanhar todos os casos; mobilizar o usuário, familiar e/ou responsáveis para que este participe de forma efetiva do processo de tratamento e reintegração na social; orientar o usuário, familiar e/ou responsáveis, quando necessário, encaminhamento externo; nortear quanto aos direitos previdenciários, trabalhistas e assistenciais; encaminhar aos recursos comunitários quando necessário; participar nos processos de encaminhamento para unidades fechadas; realizar visita domiciliar; realizar anamnese social referente ao programa de medicação de alto custo (Alzheimer e Parkinson); participar na elaboração de projetos e demais atividades do serviço social; acelerar as consultas e exames quando necessário; participar nas reuniões técnicas da equipe multidisciplinar e Agilizar a oferta do benefício BPC (Benefício de Prestação Continuada) para paciente com diagnóstico de demência mental severa e com renda familiar de 25% do salário mínimo por pessoa.

Técnico/Auxiliar de Enfermagem

A conduta dos profissionais técnicos de enfermagem varia de um estado para outro, incluem educação de ensino médio, com educação vocacional ou treinamento no serviço. Alguns hospitais empregam indivíduos formados em psicologia para esta função, outros exigem um exame de licenciamento para a prática (TOWNSENDO, 2002).

O trabalho do auxiliar e do técnico de enfermagem consiste em um modelo psicossocial sob novos dispositivos institucionais de atenção em saúde como tendência nas políticas de saúde mental, busca a prática substitutiva ao modelo asilar e introduzem novas ações de intervenção na assistência, efetivando o cuidado prestado por essas categorias profissionais nesse novo modelo assistencial (Revista Latino-Americana, 2005).

O auxiliar e o técnico de enfermagem são profissionais que utilizam do acolhimento como instrumento de intervenção. Por estarem mais próximos dos usuários eles estão atentos à problemática de saúde do indivíduo que busca apoio.As informações trazidas pelos usuários são ouvidas e interpretadas, o profissional auxilia o cliente a perceber-se, reposicionar-se subjetivamente, propondo ajuda aos seus conflitos e apoiando-o nos seus desejos e sonhos, para resgatar a sua vida cotidiana, dando, assim, um primeiro passo para uma intervenção reabilitativa (Revista Latino-Americana, 2005).

A assistência técnica trabalha sob a supervisão da Enfermeira Psiquiátrica. Auxilia os terapeutas nas atividades conforme o necessário na condução de seus grupos. Pode também participar no desenvolvimento de relações individuas, é responsável pelas atividades de administração de medicamento, assistência aos clientes na realização das atividades da vida cotidiana (banhos, asseio das unhas e alimentação) e verificação da pressão arterial (TOUNSEND, 2002).

Terapeuta Ocupacional

Terapeuta trata pacientes portadores de dificuldades e de limitações provocadas por problemas orgânicos, emocionais e mentais. Realiza atividades físicas ou artísticas, com o objetivo favorecer a integração social e devolver ao paciente autonomia e condições possíveis para lidar com a sua realidade. Busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras e mentais e reabilitar através das atividades, 7.

Trabalham com déficits físicos, mentais (transtornos psíquicos e cognitivos) e sociais; com tudo que discute ou ameace a funcionalidade do homem, para que este não seja excluído da sociedade, através de atividades especificas para ajudar a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência, (CARIOLI, 2006).

Ainda segundo Carioli (2006), as áreas de desenvolvimento desta profissão são vastas, pois a incapacidade pode e é causada por vários fatores (congênitos, estresse, traumas físicos, psíquicos e neurológicos, dentre outros). Daí, a importância do Terapeuta Ocupacional em creches, escolas regulares e especiais, hospitais psiquiátricos, hospitais clínicos e cirúrgicos, fábricas, empresas, centros de dependentes químicos, centro de recuperação social, centro de recuperação nutricional, asilos, albergues, consultórios e CAPSs.

Segundo a terapeuta ocupacional do CAPS II- Barreiras, o objetivo do trabalho do terapeuta é criar uma maneira de inserir o cliente numa dada atividade social. Os resultados no tratamento são impressionantes e o cliente não precisa esperar para ser atendido no consultório para conversar com o Terapeuta Ocupacional ele está sempre à disposição do usuário nos momentos das atividades. Isso faz com que alguns medos e ansiedades sejam superados, se evitem algumas internações e o agravamento de muitos surtos, além de estimular a socialização e a auto-estima, dentre outros benefícios.

A terapia ocupacional pode ser: Preventiva - geralmente para pacientes que possuem alguma doença degenerativa, o profissional trabalha para que as habilidades de realizar tarefas do dia-a-dia sejam preservadas ao máximo; Habilitação - voltada para pessoas que precisam aprender a realizar as tarefas do dia-a-dia da melhor forma. Geralmente são crianças que já nascem com algum tipo de limitação ou que adquiriram durante a infância e Reabilitação - voltada para pessoas que perdem capacidade ou habilidades por algum tipo de doença, ou por pessoas que não conseguem realizar tarefas satisfatoriamente, como é o caso de pessoas muito estressadas ou hiperativas. Nesse caso, o trabalho é feito para tentar recuperar faculdades, e desenvolve-las ao máximo, 6.

Farmacêutica

A Farmacêutica trabalha com a assistência farmacêutica, que engloba várias etapas: seleção, programação, armazenamento, recebimento e conferência de medicamento. É também responsável pela orientação dos pacientes quanto à tomada do medicamento, explicando as alterações, dosagem certa, como também tirar eventuais dúvidas do usuário e/ou acompanhante de maneira simplificada sobre os efeitos adversos, colaterais e número de doses que o usuário deve tomar ao dia.

Resultados Esperados

Esperamos que os sujeitos do nosso trabalho consigam perceber melhor a responsabilidade de cada integrante da equipe multiprofissional que atende no CAPS II, o trabalho que cada profissional desenvolve, ajudando-os a compreender o objetivo de cada pessoa no seu tratamento. Conscientizar à família a ter uma maior participação no tratamento dos usuários, pois, acreditamos que com o apoio efetivo da família o tratamento seja mais eficaz.

Considerações finais

A equipe multidisciplinar é fundamental para a recuperação e reabilitação dos usuários do CAPS II, sendo que cada um exerce uma função relevante na evolução da doença apresentada pelo usuário. A partir do exposto, vimos que o modelo de atendimento no CAPS é substitutivo em relação aos praticados nos hospitais psiquiátricos onde os usuários são vistos como cidadãos, e os integrantes da equipe multiprofissional procura cada um em sua área oferecer um trabalho ao usuário que atenda suas necessidades e proporcionando uma interação com a família em busca do melhor tratamento.

Referências

1. Enfermagem, Revista Latino-Americana. (Janeiro de 2005). www.scielo.br. Acesso em 8 de abril de 2008, disponível emwww.scielo.br/scielo.php?pid=S010411692005000100018&script=sci arttext.

2. (s.d.). Acesso em 28 de Março de 2008. Protocolo de consulta no CAPS, disponível em www.coren.mg.org.br/protocolocaps.htm.

3.(s.d.). Acesso em 07 de Março de 2008, disponível em www.piripiri.pi.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=45.

4. (s.d.). Acesso em 11 de Abril de 2008, disponível em http://www.webartigos.com/articles/3373/1centro-de-atencao-psicossocial-caps/pagina1.html.

5. (s.d.). Acesso em 12 de Abril de 2008, disponível em www.wikipedia/psiquiatria.com.

6. (s.d.). Acesso em 13 de Abril de 2008, disponível em www.terapeutaocupacional.com.br

7. (s.d). Acesso em 13 de Abril de 2008, disponível em www.acerteorumo.uol.com.br/frme-profi-terapia-ocu.html.

8. GOMES, E. C. M. (16 de abril de 2008). Papel da Enfermeira no Caps. (Pinto, D. &Araújo, L. Entrevistador) Barreiras, Bahia/Brasil.

9. CARIOLI, A. V. (2006). Psicoterapias: Abordagens Atuais. (2ª ed). Porto Alegre, RS: Artmed S. A.

10. RIBEIRO, S. L. (Setembro de 2004). http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932004000300012. Acesso em 21 de Abril de 2008, disponível em www.scielo.br.

11. STRAUSS, L. R. (outubro de 2002). A assessoria com atribuição e competência do assistente social, disponível em www.folha.uol.br/folha/educação/ult30su10866.shtml.

Acesso em 14 de abril de 2008.

12. TOWNSEND, M. C. (2002). Enfermagem Psiquiátrica Conceitos de Cuidados. (3ª ed). Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan S. A.


Autor: Denise da Silva Rego Pinto